MENSAGEM - PEDRO DE CAMARGO EM 21/11/2010

Mensagem - Convívio Espiritual

 

Boa tarde a todos. O amor do Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança. Invariavelmente nos emocionamos com esse voluntariado – almas encarnadas que dedicam o seu tempo, o carinho e o afeto aos pobres espíritos. Focalizar a entrada de cada um de vocês nesse auditório é como uma lágrima de alegria que inunda os nossos corações. Pensar que aqui não será distribuído nenhum recurso material. Pensar que aqui não será dito nada excepcional. Nenhum milagre. Mas um convite à ação evangelizante. Dizemos isso para que cada coração acredite, verdadeiramente, que quando anunciamos a nossa emoção não queremos sobressaltar uma inverdade, mas sim tentar exteriorizar uma realidade do nosso espírito.
    Nos últimos anos temos dedicado a nossa manifestação em novembro para a preparação da data natalina. Sempre anunciamos aqui que o Natal se faz durante todo o ano, e aquele que desejasse ter um feliz Natal deveria ter começado sua preparação no dia 26 de dezembro do ano anterior. Porque não haverá milagres! As convivências da noite natalina não serão transformadas milagrosamente, a não ser que tenham sido trabalhadas no evangelho do Cristo Jesus, nas inúmeras oportunidades que surgem durante o ano.

 

Mas por que falamos em novembro e não falamos em dezembro sobre o Natal? É porque ainda há tempo! O tempo dos homens, o tempo das mulheres, o tempo dos filhos, dos ex-maridos, das ex-esposas, dos irmãos, dos tios, das tias, dos avôs e das avós. O tempo da família! Que tipo de Natal você quer esse ano? As mulheres e os homens que vão preparar a ceia de Natal em suas casas: o que vocês vão servir além da ceia às pessoas que adentrarão pela primeira vez esse ano a sua casa? Porque nós espíritos estamos aprendendo aqui, como aprendíamos aí, a evangelizar tudo, ou tentar evangelizar e cristianizar todos os processos, todos os relacionamentos. O Cristo pediu reconciliação, porque Ele sabia do valor de uma mente tranqüila, isenta de pensamentos negativos, de culpa, de mágoas, até mesmo para constituir a saúde do próprio corpo. Quando Jesus perdoava, Ele tirava a culpa, e o cego enxergava, o paralítico andava, e o leproso apresentava a pele lisa. Ele tirava o peso de todos... Nós temos, no calendário terrestre, mais de um mês para nos prepararmos para essa comemoração. Para evangelizar nossa entrada nas casas, nas reuniões de trabalho, cujo tema será o Natal. Mas nós temos que levar o Natal verdadeiro. Nós não queremos participar de mais uma reunião profissional, em um ambiente no qual, durante o ano inteiro, competimos, prejudicamos. E agora se vai comemorar o quê? Não! O verdadeiro cristão transforma essa data. Que seja você o único nessa reunião de trabalho com o verdadeiro sentimento de Natal. Se errou, reconstitua... Se pecou, peça perdão. Se lhe pedirem perdão, perdoe. Se o Cristo exercesse alguma das profissões atuais, trabalhando, Ele agiria assim.

 

E agora, o presépio. E no centro do presépio, a manjedoura. Que cada um compreenda que, se existe uma manjedoura verdadeira, esta manjedoura tem que ser o seu próprio coração. E esse Cristo, tão dito, tão lido e tão orado, precisa nascer ali. Todas as manhãs, então, abra os olhos e diga: hoje é Natal! Que o Cristo que me sustenta nasça na manjedoura do meu coração.

 

Que esse Mestre nos fortaleça como pérolas valiosas em cordões dourados de esperança.

 

Pedro de Camargo

 

(Mensagem proferida na reunião de terceiro domingo, 21/11/2010, pelo médium Vinicius Trindade)