Irmã Clandira

Clandira Pereira Nunes nasceu em 3 de abril de 1903. Mãe de muitos filhos, sempre foi uma mulher de fibra e batalhadora. Ficou viúva muito cedo e finalizou sozinha a educação de seus 10 filhos.

Médium natural, ainda muito jovem foi instrumento de fenômenos espirituais dos mais variados. Com uma intuição fortíssima era canal de manifestações do espírito Jesíno, que como uma espécie de anjo da guarda auxiliava a família aconselhando e amparando sempre. Sem conhecimentos sobre a doutrina espírita nunca aceitou com naturalidade esses fenômenos que lhe ocorriam.

Clandira desencarnou em 23 de abril de 1968, aos 65 anos de idade.

Muito estimada por todos com quem esteve aqui na Terra e de tarefa cumprida, conta-se que no dia de seu desencarne ela foi tranquila.

Terça-feira era o dia em que eram pesados os donativos angariados nas campanhas do quilo e preparadas as sacolas com a participação de toda a equipe e por isso logo que desencarnou, juntou-se à legião de espíritos benfeitores da FEIG como mentora da despensa que ampara dezenas de irmãos necessitados.

Tendo muitos entes queridos da última encarnação envolvidos em tarefas constantes na casa, sua indicação como mentora foi recebida com muita alegria e surpresa. Tornou-se até inspiração para um dedicado tarefeiro, senhor Gabriche, que escreveu um poema onde traçou o compromisso da tarefa caridosa com Jesus e com os espíritos dedicados.

A Despensa Irmã Clandira

“Trabalhemos irmãs queridas,

na tarefa do Senhor

com nossa Irmã Clandira

nos amparando com amor.

Nas tarefas de terça-feira*

todas, à missão que assumirá

mas, na frente está a bandeira

de Jesus e Clandira

Seremos assim felizes

No caminho da verdade

Com Jesus e o Pai dos céus

exercendo a caridade”.

Gabriche, 1979.