Eugênio Monteiro 

Eugênio Monteiro nasceu em 1904 na Europa e logo cedo demonstrou talento para a música e aos sete anos começou a estudar violino. Deixou a Europa em 1922 e veio para o Brasil. Integrou se na orquestra sinfônica brasileira no Rio de Janeira no mesmo ano.  Por volta de 1930 mudou se para Belo Horizonte e passou então a integrar a orquestra de Minas Gerais sob a vigência do Maestro Arthur Bosmans. Nessa mesma época atuou como grande estudioso da doutrina espírita, foi também dirigente mediúnico das reuniões públicas no Centro Oriente.

Eugênio Monteiro trabalhou com artes gráficas, executando inclusive serviços de “arte final” de algumas publicações. Foi amigo e colaborador do nosso irmão Rubens Romanelli. Com sua enorme benevolência desempenhou ainda tarefas no Hospital Espírita André Luiz.

Após um acidente de escada na qual fraturou o pulso esquerdo, em 1955, Eugênio se vê obrigado a deixar o violino.  Mas como o violino sempre fez parte de sua vida manteve se, ainda, na ativa tocando para amigos íntimos, na qual pianista e cantores líricos como Maria Lúcia Godoy.

Eugênio desencarnou e foi amparado, no plano espiritual, por médiuns amigos e por mentores que o acompanhavam em seu trajeto como dirigente mediúnico. Após alguns anos de adaptação no plano espiritual, nosso amigo abraçou a tarefa do receituário, colocando em prática os conhecimentos médicos adquiridos em vivências anteriores.

Dessas vivência passadas temos notícias de três.  Uma delas, no ano 79 d.C, foi médico em Roma e contemporâneo de Glacus, na época chamava se Vinicius Pompílio. Ano mais tarde viveu na Espanha, novamente como médico e contemporâneo do Dr. Garcez (Glacus) de nome Velásquez. E em 1722 vamos reencontrá-lo como cardeal, em Paris, já preocupado com as questões da alma.