Maria Dolores

Maria de Carvalho Leite nasceu no dia 10 de setembro de 1901 na cidade de Bonfim de Feira (BA). Filha de Hermenegildo Leite e Balmira de Carvalho Leite teve cinco irmãos. Formou-se como professora em 1916 e lecionou em várias escolas da cidade de Salvador (BA). Era conhecida como Madô e também Mariinha, dedicou-se à poesia e ao jornalismo. Colaboradora assídua de jornais baianos, já adotando o pseudônimo que utilizaria no mundo espiritual, Maria Dolores foi também redatora-chefe, durante 13 anos, da página feminina do Jornal O Imparcial, além de colaborar no Diário de Notícias. 

Após anos de sofrimento conjugal divorciou se do primeiro marido, o médico Odilon Machado. Dedicou se então a amparar o Lar das Meninas sem Lar, já que do primeiro casamento não teve filhos.

Conheceu o italiano Carlos Carmine Larocca, radicado no Brasil, em 1940 e com ele constituiu novo lar.  Foi nessa época, em Itabuna, que conheceu o Espiritismo. Do segundo casamento também não teve filhos. Adotou então Nilza Yara, Maria Regina, Maria Rita, Leny, Eliene e Lisbeth.

Receando a apreciação da crítica especializada guardou para si sua obra poética durante muito tempo, segundo confessa no prefácio do livro “Ciranda da Vida”. Sua primeira obra publicada foi em benefício da instituição “Lar das Meninas sem Lar”, fato esse que propiciou sua entrada no mundo literário. Dedicou-se ao amparo das crianças assistidas pela instituição, estendeu sua obra benemérita abrigando em seu próprio lar  crianças necessitadas, orientando-as e assistindo-as. 

A “Casa de Juvenal Galeno” no estado do Ceará também recebeu o carinho e a ternura de Maria Dolores. Ainda fez parte da Legião da Boa Vontade, onde prestou serviços de beneficência, partilhando seus dons de pianista, pintora, costureira e dedicada à arte culinária.

Foi colaboradora ativa na Mansão do caminho, obra de Divaldo Pereira Franco, algumas das primeiras louças e talheres  foram doadas por ela. Além de voluntária ajudava também na confecção de cartões de Natal, pintados por suas próprias mãos, para serem vendidos em benefício da Casa. 

Desencarnou no dia  27 de julho de 1958, devido a uma grave pneumonia. 

A partir de 1971, e na condição de espírito livre, tornou-se ativa escritora através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco. Até o ano de 2002 foram trinta e um anos em que esteve associada ao mandato mediúnico de Chico Xavier e suas obras mediúnicas e individuais ultrapassam o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos. Emmanuel ao prefaciar as obras qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”.

Maria Dolores, para a nossa imensa alegria, está conosco na Casa de Glacus como mentora espiritual do Curso para Gestantes.


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