VENCENDO A DOR DA MORTE
“Ampara o livro Espírita em sua função de Mentor da Alma na Cátedra do Silêncio” – Emmanuel/ Chico Xavier – Livro Cura.
TÍTULO DA OBRA: VENCENDO A DOR DA MORTE
EDITORA: INTERVIDAS
AUTOR(A) ENCARNADO(A): CÉLIA DINIZ
– TEMÁTICA CENTRAL:
A obra nos apresenta uma história de vida envolvente e emocionante, marcada por momentos de humor e de tristeza, onde tudo se mistura na certeza de que o destino traça rotas inesperadas, encontros significativos e caminhos entre perdas e descobertas. É um relato que revela a beleza da jornada humana, mesmo quando atravessada por dores e desafios, pois sempre há a presença de um Deus amoroso e justo, que fortalece os corações com esperança, paciência e fé. Cada capítulo dessa trajetória mostra que, apesar das incertezas, a vida é um convite constante à superação, ao aprendizado e à confiança de que o amor divino ilumina até os dias mais sombrios.
– DESENVOLVIMENTO DA OBRA:
A autora dedica sua obra à análise de questões universais que atravessam a experiência humana, como o livre-arbítrio, a fatalidade, o destino, as causas do sofrimento, a perda de entes queridos e a reencarnação. Sua proposta não é a de aprofundar-se nos aspectos conceituais de cada tema, mas de oferecer ao leitor uma base de reflexão, um ponto de partida que possibilite ampliar a compreensão das leis divinas que regem a existência. Nesse percurso, sugere que a vida se organiza segundo princípios de atração e correspondência, nos quais cada indivíduo recebe em consonância com aquilo que emana.
Estruturada em 34 capítulos, a narrativa ganha densidade ao ser entrelaçada com a trajetória pessoal da autora, marcada pela dolorosa experiência da perda de dois filhos. Ao transformar vivências íntimas em relato, ela constrói um itinerário de fé e esperança, que se estende para além da dimensão individual e alcança todos aqueles que enfrentaram a ausência de entes amados. Mais do que um testemunho pessoal, o texto se configura como um exercício de reflexão sobre a dor, o consolo e a possibilidade de ressignificação da existência, convidando o leitor a compreender o sofrimento não apenas como limite, mas também como oportunidade de crescimento espiritual.
– ALGUNS PONTOS RELEVANTES:
“Deus cuida de nós por meio de seus mensageiros, e quando a vida nos apresentar um grande sofrimento, por maior que seja, tenhamos a certeza de que há um objetivo, há alguma coisa a ser aprendida, e que sempre haverá em nós a força para enfrenta-lo. O mal é apenas aparente e transitório, e fatalmente resultará em um bem para o espírito imortal e para a vida infinda.”
“É tão vacilante a fé de quem só consegue perceber a presença divina quando está coberto com as glórias do mundo! Estes só conseguem perceber o amor divino ao ter a própria vontade atendida.”
“O maior consolo é saber que nossos entes queridos não se foram para sempre, mas, sim, que estão vivos como nós. Quando compreendemos que poderemos estar juntos outra vez, a morte ganha outro significado. Essa certeza, satisfazendo nossa razão, torna mais suportável a separação e fortalece nossa fé no futuro.”
“Se soubermos por onde caminhamos, conhecermos a causa de nossos males e a razão de ser do nosso sofrimento, conseguiremos entrever o que existe além das angústias do momento.”
“Nenhuma outra doutrina explica tão bem as leis divinas que regem nossas vidas nos dois planos quanto a espírita. O consolo, a resignação e a força da fé nascem espontaneamente em nossos corações ao percebermos que tudo faz sentido, que tudo tem uma causa.”
“Para você, a dor chegou depois do evangelho, você não imagina o que sofrem as mãezinhas até encontrarem o evangelho quando a dor vem primeiro.”
“Diante das perdas, as pessoas têm sentimentos de diferentes intensidades e reagem de forma variada. Ninguém sai de uma grande dor do mesmo tamanho; todos podemos nos apequenar na revolta, na falta de resignação, nas doenças, ou então aproveitar o aprendizado da renúncia e da certeza de que não somos donos de nada nem de ninguém.”
– O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:
“É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu.”
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. V – item 21
– SOBRE A AUTORA:
Nascida em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 1º de outubro de 1950. Concluiu o magistério, graduou-se em Ciências Exatas e fez pós-graduação em Ciências e Química, disciplinas que lecionou até a aposentadoria. Desde a infância teve contato direto com o médium Chico Xavier, o que moldou sua visão espiritual e influenciou profundamente sua vida e obra. Vivenciou a perda de dois filhos, experiência que se tornou o eixo central de sua narrativa em Vencendo a Dor da Morte. Essa história também foi retratada no filme “As Mães de Chico Xavier”. É Presidente do Centro Espírita Luiz Gonzaga (CELG), fundado por Chico Xavier e idealizadora e curadora do Memorial Luiz Gonzaga, inaugurado em 2010.
É indicado para pessoas enlutadas, buscadores de consolo espiritual e leitores interessados em reflexões sobre morte e superação.