– TEMÁTICA CENTRAL:
É uma história sobre reencontros e descobertas. Três amigas que ficaram afastadas por muitos anos voltam a se encontrar, e esse momento traz lembranças, segredos e conflitos que mostram como as aparências podem enganar.
O livro fala sobre a diferença entre o que mostramos para os outros e quem realmente somos, explorando nossas fragilidades e a busca por viver de forma verdadeira. Com uma escrita clara e envolvente, o autor leva o leitor a refletir sobre as relações humanas e sobre a importância da transparência.
– DESENVOLVIMENTO DA OBRA:
A história começa com o reencontro de três amigas — Eulália, Chiquinha e Cora — depois de 25 anos sem contato. Esse momento desperta lembranças, revela segredos e traz à tona conflitos antigos.
O enredo mostra primeiro a leveza da reunião, cheia de nostalgia e curiosidade. Mas logo aparecem tensões e revelações, mostrando como cada uma construiu sua vida com escolhas, ilusões e, muitas vezes, escondendo-se atrás de máscaras sociais.
A narrativa alterna conversas íntimas com reflexões mais profundas, fazendo o leitor perceber que nada é tão simples quanto parece.
Mais do que um drama pessoal, o livro também fala sobre autenticidade, autoconhecimento e a importância de encarar verdades que estavam escondidas.
– ALGUNS PONTOS RELEVANTES:
“Cada um é livre para fazer o que bem entender. A energia sexual é muito forte, talvez a de maior responsabilidade para o ser humano. Controlá-la é um dom, que vamos treinando durante as sucessivas encarnações, dando as diretrizes de seu uso. Energia sexual é energia vital, que a vida nos deu para ser utilizada em outros campos de nossa etapa evolutiva. Utilizar essa energia no trabalho, nas relações com as pessoas, no nosso dia-a-dia, é um aprendizado que renderá muitos frutos bons no futuro.”
“Vivemos num país onde as religiões, filosofias de vida e crenças das mais diversas estão pulverizadas em todas as camadas da sociedade. O Brasil possui esta virtude, onde o católico respeita o espírita, que respeita o judeu, que respeita o umbandista, que respeita o protestante, que respeita o muçulmano, que por sua vez respeita o crente, e por aí a fora. Esta diversidade espiritual faz com que tenhamos flexibilidade para entender, aceitar e respeitar todos os caminhos que de uma forma ou de outra nos levam ao Criador.”
“- E não se esqueçam: não são os outros que os magoam, são vocês que dão excessiva importância ao que as pessoas falam. Na verdade, nada é bom ou ruim, tudo depende da maneira como você olha. Portanto fiquem atentos ao seu mundo interior. Aprender a viver melhor é tarefa intransferível que só você pode realizar.”
“Todos têm direito ao livre-arbítrio. A Terra é um grande laboratório de burilamento dos sentimentos. Os espíritos encarnados estão em evolução moral e emocional. Por esta razão, precisamos contar com escolhas erradas. As pessoas casam-se muito cedo, não têm discernimento suficiente para afirmar que a relação será duradoura até “que a morte os separe”.”
– O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:
“De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero! Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.”
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. V – item 4.
– SOBRE O AUTOR:
Marcelo Cezar Rodrigues nasceu em São Paulo, em 26 de maio de 1967. É escritor brasileiro conhecido por seus romances de inspiração espírita e espiritualista, que abordam temas como fé, disciplina, autoconhecimento e transformação pessoal.
Ele começou a escrever ainda jovem, mas só publicou seu primeiro livro após mais de duas décadas de dedicação.
Entre seus títulos de destaque estão; Nada é como parece, O amor é para os fortes, Treze almas e A vida sempre vence. Seu estilo é marcado por narrativas acessíveis e envolventes, que buscam transmitir mensagens de esperança e reflexão sobre os valores humanos.