LIVRE PARA VOLTAR
“Ampara o livro Espírita em sua função de Mentor da Alma na Cátedra do Silêncio” – Emmanuel/ Chico Xavier – Livro Cura.
TÍTULO DA OBRA: LIVRE PARA VOLTAR
EDITORA: ALIANÇA
AUTOR(A) ENCARNADO(A): ROBERTO DE CARVALHO
ESPÍRITO: BASÍLIO
– TEMÁTICA CENTRAL:
O livro se destaca tendo a reencarnação como caminho de evolução, a importância da disciplina e do equilíbrio emocional no exercício da mediunidade, e a necessidade de cultivar valores como fé, amor, esperança e resignação. O autor espiritual conduz a narrativa com delicadeza, mas também com firmeza, mostrando que as dores e provações da vida terrena não são castigos, mas sim oportunidades de crescimento e transformação.
Com uma linguagem acessível e uma trama que mistura emoção e ensinamento, o livro cumpre o papel de romance doutrinário, convidando o leitor a refletir sobre sua própria jornada espiritual e sobre a responsabilidade que cada um carrega diante das escolhas que faz.
– DESENVOLVIMENTO DA OBRA:
É uma obra que mergulha nas complexas relações entre vida terrena e vida espiritual, trazendo ao leitor uma narrativa envolvente e reflexiva.
A história acompanha Ambrósio, um personagem que viveu como escravo em uma fazenda e, após sua desencarnação, retorna ao plano espiritual. Lá, encontra novas oportunidades de aprendizado e passa a atuar como trabalhador em um pequeno centro espírita, auxiliando médiuns e colaboradores. O enredo se desenrola mostrando não apenas os desafios enfrentados por ele, mas também os conflitos íntimos dos médiuns encarnados, que muitas vezes dificultam o trabalho de assistência espiritual. Em resumo, o desenvolvimento da obra é construído em camadas: da dor terrena à compreensão espiritual, do conflito íntimo à superação, sempre guiado pela mensagem de que a evolução é contínua e que todos estão, de alguma forma, “livres para voltar”.
– ALGUNS PONTOS RELEVANTES:
“O que possibilita a evolução moral do homem é o despertamento consciencial sobre o seu papel no Universo e, principalmente, a sua capacidade de amar de modo incondicional, como convém a um verdadeiro cristão. Mais ainda; o equilíbrio emocional, que permitirá à pessoa descortinar o universo desse amor, que passa inevitavelmente pelo autoamor.”
“O problema é que, por não aceitarmos as nossas limitações, deixamos de aceitar também as limitações do próximo e nos tornamos severos juízes das mais diversas causas, esquecidos de que quando Jesus disse para amarmos o criminoso, estava se referindo a todos nós, habitantes de um orbe penitenciário, uma vez que todos que aqui aportam são devedores com grandes possibilidades de reincidência em seus crimes. Portanto, amar o criminoso significa amar também a nós mesmos, apesar dos equívocos que nos pesam na consciência.”
“…se fosse exigida perfeição moral do médium para trabalhar no bem, as casas espíritas estariam vazias de servidores. Afinal, encontrar Espíritos perfeitos em um mundo de expiações é o mesmo que encontrar inocentes em um presídio de segurança máxima ou pessoas sãs em um hospital para doentes terminais.”
“Há pessoas que sentem certo alívio ao ver aqueles que são portadores de vícios e desajustes que estão aparentemente superados por elas, porém se sentem constrangidas quando alguém classifica como graves defeitos atitudes e sentimentos que ainda possuem.”
“Antes de definir quem é vítima e quem é algoz neste mundo, é necessário conhecer a origem de todas as tramas que envolvem os Espíritos que aqui habitam e todos os débitos contraídos por nós em vidas passadas. É por isso que devemos ter muito cuidado ao assumir o papel de juiz das causas alheias, pois nós só conhecemos a versão atual da história e sempre correremos o risco de cometer injustiças.”
– O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:
“De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida. Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.”
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. V – item 4
– SOBRE O AUTOR:
Roberto de Carvalho nasceu em Liberdade, Minas Gerais, em 1964. Construiu uma trajetória marcada pela poesia, pelo jornalismo e pela mediunidade. Sua produção literária é vasta e diversificada, abrangendo romances, biografias, contos, poesias e obras infantojuvenis, sempre permeadas por reflexões sobre fé, esperança e superação.
Com mais de duzentos mil exemplares vendidos, Roberto consolidou-se como um dos nomes relevantes da literatura espírita contemporânea. Além de escritor, é membro de academias de letras, ocupando a cadeira 29 da Academia de Letras da Grande São Paulo, cujo patrono é Humberto de Campos.
Sua atuação não se limita às páginas dos livros: como médium, participa de trabalhos de cura e desobsessão no Grupo Espírita Pescadores de Amor, em São Paulo, unindo prática espiritual e produção intelectual. Essa combinação confere às suas obras uma autenticidade que ressoa com leitores em busca de mensagens de amor e resignação.
Indicado para leitores espíritas e buscadores de sentido existencial que desejam refletir sobre fé, reencarnação e superação espiritual.
O HOMEM QUE FALAVA COM ESPÍRITOS