O MÉDIUM DOS PÉS DESCALÇOS
“Ampara o livro Espírita em sua função de Mentor da Alma na Cátedra do Silêncio” – Emmanuel/ Chico Xavier – Livro Cura.
O MÉDIUM DOS PÉS DESCALÇOS
EDITORA: VINHA DE LUZ
AUTOR(A) ENCARNADO(A): CARLOS A. BACCELLI
– TEMÁTICA CENTRAL:
É uma leitura que pode agradar não somente aos espíritas, mas também a quem tem interesse pela vida de Chico Xavier. O autor mostra um Chico simples, humilde e sempre disposto a ajudar, o que nos faz pensar sobre a importância de sermos mais solidários e menos individualistas. A obra também tem um valor histórico, pois apresenta aspectos da vida de Chico e de sua maneira de trabalhar em favor do próximo. É uma homenagem a um homem que, mesmo sendo muito conhecido, manteve uma vida simples e sem vaidades, dedicando grande parte de sua existência à caridade e ao auxílio de outras pessoas.
– DESENVOLVIMENTO DA OBRA:
O livro reúne relatos, cartas e reflexões sobre o dia a dia de Chico Xavier. Com isso, o leitor consegue conhecer não apenas o médium conhecido por tantas pessoas, mas também o homem simples que existia por trás dessa figura pública. A maneira como o autor escreve torna essa aproximação ainda maior, dando a impressão de que estamos ouvindo alguém contar histórias e lembranças vividas ao lado de Chico.
A obra vai além de uma biografia comum. Ao longo da leitura, aparecem com bastante força valores como a humildade, o desapego e a dedicação ao próximo. O próprio título transmite essa ideia de simplicidade e da proximidade que Chico sempre manteve com as pessoas.
Chico não é apresentado como alguém distante ou perfeito, mas como uma pessoa dedicada ao trabalho e à caridade. Sua mediunidade fazia parte de sua vida, mas estava sempre ligada às atitudes simples do cotidiano e ao desejo de ajudar quem precisava.
Um ponto que chama a atenção é justamente a forma como o autor mostra a humanidade de Chico, sem exagerar nos aspectos místicos. Sua grandeza aparece muito mais em sua maneira simples de viver e de tratar as pessoas. Os relatos e as cartas também ajudam a preservar lembranças importantes e a entender um pouco da influência que Chico Xavier exerceu na vida religiosa e cultural do Brasil.
No final, a leitura deixa uma sensação de proximidade. O texto é direto e acolhedor, fazendo com que o leitor tenha a impressão de estar ouvindo alguém que conheceu Chico de perto e que conta suas lembranças com carinho.
– ALGUNS PONTOS RELEVANTES:
“Chico não era simplesmente um intérprete dos espíritos. As suas faculdades mediúnicas, diversificadas, se apoiavam em suas excepcionais faculdades de natureza anímica – o poder de irradiação de seu espírito era singular, talvez, à exceção do Cristo, é claro, o maior de todos os espíritos que já se corporificaram na Terra.”
“- Como ele se encontra, ele já está no caminho da cura… A doença é o remédio de que ele precisa. Os espíritos obsessores, depois de terem feito o que queriam, já o largaram. Agora a tarefa é de Jesus, através de algum de nós que se disponha a ajudar…”
“- Nós nos queixamos muito… Tem gente que sofre, mas, se for preciso, tem dinheiro para comprar uma farmácia inteira para amenizar os seus sintomas de dor, as suas angústias… Pode se consultar com o médico que quiser e se internar no hospital que escolher… Mas tem gente que geme de dor a noite inteira e treme de febre, sem um único comprimido à sua disposição!…”
“E Jesus sempre esteve e está em minhas lembranças como um protetor poderoso e bom, não desaparecido, não longe, mas sempre perto, não indiferente aos nossos obstáculos humanos e sim cada vez mais atuante e mais vivo.”
“Ouvi, certa vez, Chico dizer a um grupo de amigos:
– Eu não posso perder esta encarnação!…
Tais palavras, partindo dele, um homem que se devotou integralmente ao serviço do bem com Jesus, nas bençãos da Doutrina Espírita, é altamente preocupante para nós outros, não é?”
“No passado recente, as provações comandavam as dádivas que me vinham dos Céus, conquanto sentisse a meu lado a dedicação dos benfeitores espirituais, que não evitavam as pedras que se me amontoavam no caminho. No entanto, eles me vestiam de forças para trilhá-lo.”
– O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:
““Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas tão somente união, concórdia e benevolência mútua.”
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI item 4.
– SOBRE O AUTOR:
Nasceu em Uberaba em 1952 e se tornou um dos principais escritores espíritas do Brasil. Formado em Odontologia e aposentado dos Correios, dedicou sua vida à literatura e à fundação de instituições voltadas à caridade, como o Lar Espírita Pedro e Paulo. Autor de mais de 200 livros, muitos sobre Chico Xavier, destaca-se pelo estilo simples e afetivo que aproxima o leitor da espiritualidade cotidiana. Além da escrita, atua como orador e divulgador da Doutrina Espírita, deixando um legado que une fé, serviço comunitário e memória cultural.
Para quem deseja conhecer a vida simples e dedicada de Chico Xavier, refletindo sobre valores como humildade, caridade e desapego.